28.3.10

depois do adeus

E assim a ansiedade deu lugar à surpresa. Foi triste perceber, de um momento para o outro que algo desapareceu. Acho que os sonhos acabaram, não tenho vontade de sonhar e só penso em ti porque ainda não me habituei à ideia de que já não reages em mim como antes. Desde aquele último momento que nada mais em nós eu entendi e, agora, perdeu tanto do seu sentido. Perdeu-se de todas as maneiras. E o mais triste de tudo é que não sei como e porquê tudo acabou, pois nunca me foi realmente explicado.

Espero que um dia, antes de desaparecermos de vez, consigamos saber os porquês.

2 comentários:

Green Tea disse...

são os tempos adversos...
temos de ver a estrada, que um dia a história acaba.

é estranho, porque nos passam interrogações parecidas, semelhantes. apesar de conseguirmos olhar para o nosso umbigo e perceber que fizemos algo errado lá atrás, chegamos a uma altura em que percebemos que não era nada disto que queríamos.

há saudades que não se entendem, e depois, de tanto não se entenderem, não se sentem.

não sei o que acabou nem a que te referes especificamente no post, mas sempre fui boa a introjectar coisas. eu deixo (ou tento deixar) a porta sempre aberta, embora confesse que nem sempre consiga responder convenientemente. e agora lembrei-me que há muito tempo atrás me disseste que falar não resolve nada. não concordei na altura e agora cada vez menos concordo.
agora iamos comer pizza hut e beber coca-cola, davamos umas gargalhadas e resolviamos já não sei bem o quê e nada voltava a ser como dantes. mas algo voltaria a ser como dantes.
até para se fechar a porta é preciso querer fazê-lo. e aprender que não se quer pode ser tão importante como ter a coragem de não o fazer.

(ligar quando estou a dar explicações de física tem como efeito secundário eu não estar num estado particularmente normal, seja lá isso o que for)

Liliana Bárcia disse...

ana,

só li isto agora, tal é a raridade com que passo aqui.

tudo o q escrevi não me importava de escrever outra vez. desde que de cada vez q o escrevesse o sentisse de maneira diferente.

cada momento é o seu momento e cada razão tem a sua razão. falar ou não, depende. quando não se tem nada a dizer mais vale não se falar. ou terminar quando se chega ao ponto em que só se repete.

acontece. aconteceu.

beijinhos*