E assim a ansiedade deu lugar à surpresa. Foi triste perceber, de um momento para o outro que algo desapareceu. Acho que os sonhos acabaram, não tenho vontade de sonhar e só penso em ti porque ainda não me habituei à ideia de que já não reages em mim como antes. Desde aquele último momento que nada mais em nós eu entendi e, agora, perdeu tanto do seu sentido. Perdeu-se de todas as maneiras. E o mais triste de tudo é que não sei como e porquê tudo acabou, pois nunca me foi realmente explicado.
Espero que um dia, antes de desaparecermos de vez, consigamos saber os porquês.
Espero que um dia, antes de desaparecermos de vez, consigamos saber os porquês.

2 comentários:
são os tempos adversos...
temos de ver a estrada, que um dia a história acaba.
é estranho, porque nos passam interrogações parecidas, semelhantes. apesar de conseguirmos olhar para o nosso umbigo e perceber que fizemos algo errado lá atrás, chegamos a uma altura em que percebemos que não era nada disto que queríamos.
há saudades que não se entendem, e depois, de tanto não se entenderem, não se sentem.
não sei o que acabou nem a que te referes especificamente no post, mas sempre fui boa a introjectar coisas. eu deixo (ou tento deixar) a porta sempre aberta, embora confesse que nem sempre consiga responder convenientemente. e agora lembrei-me que há muito tempo atrás me disseste que falar não resolve nada. não concordei na altura e agora cada vez menos concordo.
agora iamos comer pizza hut e beber coca-cola, davamos umas gargalhadas e resolviamos já não sei bem o quê e nada voltava a ser como dantes. mas algo voltaria a ser como dantes.
até para se fechar a porta é preciso querer fazê-lo. e aprender que não se quer pode ser tão importante como ter a coragem de não o fazer.
(ligar quando estou a dar explicações de física tem como efeito secundário eu não estar num estado particularmente normal, seja lá isso o que for)
ana,
só li isto agora, tal é a raridade com que passo aqui.
tudo o q escrevi não me importava de escrever outra vez. desde que de cada vez q o escrevesse o sentisse de maneira diferente.
cada momento é o seu momento e cada razão tem a sua razão. falar ou não, depende. quando não se tem nada a dizer mais vale não se falar. ou terminar quando se chega ao ponto em que só se repete.
acontece. aconteceu.
beijinhos*
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