Chegou a casa e deitou-se no escuro. Tudo lhe parecia diferente do que tinha deixado pela manhã. Era o mesmo espaço, mas agora tinha um ar diferente. Um cheiro diferente que não conseguia decifrar. Cheiro a noite. Estavam lá os mesmos objectos, nos mesmos sítios mas com diferentes cores e formas. O cansaço acabou por lhe vencer ao frio que sentia na pele, sentido num Abril ainda um pouco chuvoso que parecia poder trazer alguma água do céu (pensou).
E a dança da luz, lá em cima, a tal magia que a Lua dava, voou-lhe diante dos olhos como se de um fantasma se tratasse. E tentava fechar depois os olhos, para que se fosse embora.
Mas não foi. Nem adormeceu.
E a dança da luz, lá em cima, a tal magia que a Lua dava, voou-lhe diante dos olhos como se de um fantasma se tratasse. E tentava fechar depois os olhos, para que se fosse embora.
Mas não foi. Nem adormeceu.

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