26.10.09

parece...

...que foi há mais tempo, mas foi visto como se fosse ontem. Acordou o dia, sem eu ter dado conta que tinha adormecido. No chão frio dei conta, por palavras de outros que as diziam de maneira diferente, que não interessa a idade, pois continuamos sempre em busca do mesmo. O dia, depois de acordar, começou a acordar e o sol fez recordar-me o que foi bom e fez pensar o que fez com que parecesse que tinha passado mais tempo. Ao certo, não o sei, assim como não sei o porquê das palavras que ficaram cá dentro, não sei se por receio de mostrar que ainda permanece ou se por receio de as tornar mais verdadeiras.

24.9.09

"Um dia largamos tudo e fugimos juntos."

Ela estava ali, sentada onde antes ele a esperava. Tudo parecia igual: o mesmo chão, as mesmas paredes, o ar e o calor, mesmo que, no calendário, se visse o Outono. Sentiu que aqueles dias em que caminhava com um peso, chamado sorriso, às costas, tinham desaparecido com o vento.

Preferia não saber do que morrer várias vezes em tão pouco tempo. Preferia não olhar para as sombras ou ver o escuro enquanto tentava dormir. Talvez, por isso, um dia, não tenha conseguido dormir. Algo não estava bem naquele amanhecer: as horas pareciam-lhe trocadas. Saiu de casa a sentir ainda mais falta do que já não tinha. Não sabia porquê e só o soube horas mais tarde.

Sabia-o. Não só nesse dia, mas com todos os avisos que tinha feito para si própria, deu conta de que o que já tinha pensado aconteceu. Estremeceu. Sentiu medo e sentiu também vontade de desaparecer em si mesma, tentando resumir-se à culpa que sentia.

(...)

Ela não quer esperar, mas senta-se no banco à espera. No banco de sempre. Descansa do que lhe cansa e das horas que passam demasiado devagar e nas costas a perda de alguém que já perdeu.

Acabou por pensar que por querer tudo perfeito, acabou por fracassar.

"Um dia largamos tudo e fugimos juntos." Dizia o pacote de açucar que tinha para lhe mostrar desde aquela noite que acabou por parecer tão longe. Nunca lhe mostrou e hoje pensa que chegaram a fugir.

Ele voltou e ela continuou no banco todos os dias, sentada onde antes ele a esperava.

15.9.09

Prisão

São quase 6 da manhã. Lá fora começam a acordar, mas eu ainda estou aqui. A pensar no dia que passou, todos os receios em que tento não pensar mas que me mostram todos os dias. O mundo enche-se de medo. Sinto revolta por isso, toda a gente está na mesma. E eu, peço desculpa ao pedir algum conforto. Não quero nada certo. A não ser que é já hora certa: 6 da manhã. Entre pensar e querer fazer tudo de modo espontâneo prefiro a segunda. Mas se pensar em algo que quero que simplesmente aconteça...

Aquilo que quero consegue ser superior ao que sinto.
Tanto.

Vamos acabar com isto esta noite.

"não faças,
deixa que aconteça,
agarra no momento para que não desapareça
"

(Pluto - Prisão)

"Lembra-me". Foi a música que te dei.

7.9.09

Dreams In Colour

Está tudo dentro de uma caixa. Um pouco de tudo desarrumado. As certezas misturadas com incertezas. Passado misturado com o presente e com um espaço que está guardado para um futuro. A caixa nas mãos. Pouca cabeça para pôr mãos à obra. Define-se mentalmente uma lista de prioridades... e outra lista do que se gostaria de fazer. As listas são diferentes.


Seríamos diferentes. A maneira de nos vermos diferente. Mas eu gostava dos teus sonhos e dos teus objectivos, invejando-te por não os ter. Preferia não ter tempo e poder dizer-te o mesmo que me disseste. Mas miseravelmente a minha vida não é muita coisa e ia a pensar nisso no dia em que nos conhecemos. Uma vez disse que não tinha esperança em mim ou nas pessoas. E não foi há muito tempo. Afastei-me de muita gente, umas porque me desiludem, outras porque me cansei de fazer esforço. Se merecem ou não... cansei-me. Nesse meu primeiro esforço em dar a volta à situação, conheci-te e a toda a gente à nossa volta. Deram-me nova visão, ou a que tinha perdido há algum tempo. Mas tu vieste e só eu sei o medo que tive.




Esta digressão acabou. A música na rua acabou. Arrumámos o palco. Luzes e som desligados.
Mas a música toca na rádio. Não a desligues, se preferires põe o som mais baixo.
Não desligues o rádio porque é esta a música que temos em comum.

I only knew you for a while
I never saw your smile
til it was time to go
Time to go away (time to go away)
Sometimes its hard to recognise
Love comes as a surprise
And its too late
Its just too late to stay
Too late to stay

We`ll always be together
However far it seems
(love never ends)
We`ll always be together
Together in electric dreams

Because the friendship that you gave
Has taught me to be brave
No matter where I go i`ll never find a better prize
(find a better prize)
Though youre miles and miles away
I see you every day I dont have to try
I just close my eyes, I close my eyes

Well always be together
However far it seems
(love never ends)
Well always be together
Together in electric dreams
Philip Oakey, Together in Electric Dreams

4.9.09

pouco a pouco

As horas passam devagar no tempo que não precisamos que exista e tão depressa quando ambos existimos. Vamos acabando por conhecer tudo pouco a pouco, como quem vai comendo, pouco a pouco, um pedaço de fruta.

E no meio do pouco a pouco, entre tudo o que não sabemos se somos capazes de controlar ou não, vamos tendo tudo nas nossas mãos. A tua maior que a minha, estranho era se não fosse, mas que se vão dando, pouco a pouco.

Vamos pouco a pouco colocando o pouco tempo que temos naquilo que seremos: se mais, se menos... tinhas razão, não interessa, vamos olhando pouco a pouco.

E se num dia mau soubemos ver, pouco a pouco, que nos precisávamos, acordo todos os dias à espera que, pouco a pouco, os segundos passem até ser a nossa hora.


Não nos preocupemos com o pouco tempo que temos.
Vamos ganhando pouco a pouco.

31.8.09

viagens

Depois da história que construímos, por palavras escritas, mantenho a tua ideia do oceano que vamos explorando e nos vamos aproximando. Mar profundo. Ilhas que não conhecemos. Tentamos pouco a pouco conhecer os anos que nos passaram. As tempestades de cada um dos lados do mar, como barcos à deriva e as lutas que acabámos por travar. As calmarias que encontrámos em dias que já não sabemos bem quando foram.

I need you so much closer.

E vamos deixando que as horas que agora passamos mais longe, a 200 metros ou a 5h de viagem, nos tragam mais motivos para viajarmos. E do que vamos falando? Histórias e filmes. Filmes com flores?

I need you so much closer.

Depois do sono acabo por despertar.
Olho pela janela e vejo a ponte.
A tua pela manhã e a nossa pela tarde.

E o mar aqui tão perto.


Pudessem as horas desta semana terem sido todas as nossas horas

27.8.09

novo

Vieste, chegaste e aconteceste tão depressa como os dias nos foram passando.
E se ainda agora está a começar que o tempo se mantenha assim por mais tempo.

Sabe bem saber que estás aqui, longe ou perto, de manhã ou já de noite.


Despite of young hearts we know how it’s gonna be

(David Fonseca, Silent Void)

21.8.09

Cinema

Algo em que raramente se pensa, mas eu pensei... e cá seguem as próximas estreias na Lusomundo previstas até... Julho de 2010!

Setembro
03
Woodstock
O Novo Namorado da Minha Mãe
O Ex
Por Amor...
As Minhas Adoráveis Ex-Namoradas
Assalto ao Metro 123

10
O Outro Homem
Eu Sei Quem Me Matou
No Limite da Ilusão
As Teias do Crime
Caçadores de Vampiras Lésbicas
Crossing Over
O Último Destino 3D
Abraços Desfeitos

17
Para a Minha Irmã
The Longshots
Estado de Guerra
A Esperança Está Onde Menos Se Espera

24
Millennium 1: Os Homens Que Odeiam As Mulheres
Distrito 9
Os Caçadores de Dragões
A Batalha de Red Cliff
Chéri


Outubro
01
Fama
Disgrace
The Damned United
The Burning Plain
Shutter Island
Força G

08
The Brothers Bloom
O Delator
Rasgo de Génio
The Promotion
Pandorum
I Hate Valentine's Day

15
The Soloist
Zombieland
Winged Creatures
Henry Poole Is Here
New York, I Love You
Spread

22
Caso 39
Antichrist
Marido Por Acidente
Funny People
Flawless
Gigantic
Astro Boy
I Love You Phillip Morris

29
9
Battle For Terra 3D
The Lucky Ones
Jennifer's Body
Orfã
Os Substitutos


Novembro
05
O Negócio
Beyond a Reasonable Doubt
Humpday

12
Whiteout
The Wolf Man
Der Rote Baron
2012

19
Sorority Row
Um Conto de Natal 3D
Julie & Julia

26
The Stepfather
O Sítio das Coisas Selvagens
Lua Nova


Dezembro
03
Planet 51
The Box
Couples Retreat

10
Arthur et la vegeance de Maltazard

17
Avatar

24
The Cove
Alvin 2

31
Old Dogs
Sherlock Holmes


Janeiro
07
More Than A Game
Bright Star


Fevereiro
04
The Princess And The Frog

25
The Time Traveler's Wife


Março
04
Alice in Wonderland


Julho
23
Touy Story 3 3D

19.8.09

shhhh

it's, oh, so quiet
shhhh shhhh
it's, oh, so still
shhhh shhhh
you're all alone
shhhh shhhh
and so peaceful until...














































O DESPERTADOR ESTÁ A TOCAR!!
É DIA DE TRABALHO!

(como mal durmo, falo daquilo que não me deixa dormir quando o consigo fazer...)

10.6.09

é só trocar expressões e largar frases feitas

Não é a falar que as pessoas se entendem...

...é a entender o que as pessoas falam...

...que se chega a algum lugar.

o ditado popular está errado,
só porque me apetece.

5.6.09

terra

Não está ninguém aqui. Nem eu. Nada dentro, nada fora. Tudo é pó. Está tudo lá fora, algures: não sinto nada, sou um vazio inútil. Se por dizer, torna verdade, serei tudo a dobrar, pelo que sou incapaz. Não tenho esperança, nem em mim nem em ninguém, pessoas essas que as vejo todas diferentes. Tanta gente que é inútil, vejo e farto-me. Não quero mesmo saber. 

Comecei também a pensar que não sei em que altura perdi o Amor.

O próprio e pelos outros.

Um ano começa a ser demasiado tempo para quem não se consegue perdoar pela minha crueldade.

Estou no fundo, rodeada de terra.

Fiquei ali, parada no tempo e no espaço, até não conseguir sair.

E o terreno em volta é pesado, tudo pelo que passei, olha-me fixamente.

Não fujo porque também não quero.

Finjo a felicidade nos sons.

Esqueço enquanto durmo.

Respiro quando suspiro.

Olho quando vejo o que não tenho.

Oiço o silêncio.

Tudo o que sinto é pena de mim.

Porque me salvam se depois desaparecem?

27.5.09

ar

Hoje sinto um vazio. Nada me resta daquilo que não seria meu. Tudo em mim vai-se aguentando sozinho. Um pouco de sal na ferida. Água nas mãos. Café no estômago para matar um pouco mais. Gelo na boca, para queimar e calar. E toda uma dor cá dentro, um silêncio que ecoa neste vácuo imenso. Nada mais do que cinza, um adeus e um céu escuro, lá fora. Recuso-me a render-me às horas mortas, vou aproveitando um pouco mais o vazio. Sou inimiga da noite, quando tudo volta mas não entra, fica lá fora, ao frio... ao calor... interessa o tempo que está lá fora?

Pedi ajuda. Escrevi em palavras grandes a horas adormecidas. Ninguém leu.

Pergunto-me do que é feito daquele ser quase perfeito de que ouvi falar. Não existe, esse quase nem sequer existe. Nem nunca existiu nada. Para quê? Para rir? Para quê fazê-lo por esquecer se acaba por ser insignificante quando questiono o para quê ainda tentar remediar o que já está longe...

E as pessoas vão fugindo assim, quando podem e da maneira que sabem.

E eu não estarei cá caso fales.

26.5.09

água

Esta noite provei um pouco da dor que vinha de dentro.

E agora sabe-me a água.

A nada.

6.5.09

separated

Separated souls

needs

separated lives

with

separated hearts

and

two minds allways together.

...tell me we both matter...

5.5.09

vinham os dois

Vem o calor e vens tu. Recordo agora nestas noites já mais abafadas palavras que te disse em tempos que parecem tão longe. Nada dito por agrado. Passaram o tempo, as pessoas que faziam mais parte de nós e que agora fazem menos, depois aquelas das quais não nos lembramos, mais os momentos que se viveu: lembramo-nos do momento, podemos até lembrar-nos de quando foi, mas os pormenores vão ficando pelo caminho.
Se fosse agora, diria que sim.
So much hate for the ones we love...

22.4.09

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19.4.09

Gente ocupada...

Debs diz:
*bem, mas isto anda a velocidade de
*caracol ...
Liliana | what do I know? diz:
*sdl
*sortuda
*tá rápido!!!
Debs diz:
*caracol é msm lento
Liliana | what do I know? diz:
*nao
*tu nca viste um caracol coxo
*cm podes dizer k um caracol é lento???
*eu ja vi
*e mora em ***** **  ****
*HAHA
Debs diz:
*LOOOOOOOOOOOOOOOL
*essa matou-me
*pronto, se preferires fica uma tartaruga
*as tartarugas são lentas n é?
Liliana | what do I know? diz:
*mas têm 4 patas
*n compares
*se tiveres uma tartaruga só com 2 patas.......
*aí sim
*talvez seja comparável

30.3.09

dia 30

Em Miami...
...Frederico Gil mostrou o que é ser Português:
SOFREDOR ATÉ AO FIM!

Gil perdeu, mas deu tudo por tudo frente ao espanhol Rafael Nadal, número um no ranking mundial do ténis.  Conseguindo por os espectadores americanos a aplaudirem algumas das suas jogadas contra o monstro do nosso país vizinho, Gil conseguiu chegar a uma derrota (acreditem que temos mesmo de falar nestes termos) 7-5, 6-3.

Portugal mostra assim, também no ténis, que não vive só de futebol.

Parabéns ao Gil!

29.3.09

dias 24 a 29

É possível que esta tenha sido a "pior" maratona desde Maio de 2007.
As coisas não correm mal e pura e simplesmente não correm mal: não há nada para acrescentar em relação a isso e não há muito que divagar.
Mas esperemos que 2a feira venha a ser um bom dia.
Até lá, Domingo, o dia do descanso.


Entretanto o outro blog foi actualizado. Estou decidida a levá-lo mais a sério.
http://lilianabarcia.blogspot.com

(já é Domingo e a hora mudou. Era 1h, passou para as 2h. Ainda bem que a Debs me avisou...)

23.3.09

dia 23

Não há nada no ar, nem sinto que tenha coisa alguma. Ora não amo como oscilo entre a certeza de amar e esse não amar. Como que mais uma parte de tudo o que nego, por me sentir só e querer que não exista para ninguém a não ser para a minha solidão. E daqui sou só eu, o meu único eu. E começo a tropeçar no que faço e a errar nas palavras e nesses sentidos a que lhes dou. Tudo porque as certezas, essas, vão desaparecendo. E vou indo, fugindo, para aquele sítio que torno mais fácil. E quando se está já muito longe, vamos deixando de ouvir o barulho da festa. As luzes apagam-se, toda a gente se vai embora. E ficamos só nós: eu e o silêncio.

Fala-se demasiado alto para quem está tão longe.

22.3.09

Dias 21 e 22

Dia 21

Para mim, o Sporting ganhou.
Lucílio Baptista deve receber um enorme ramo de Flores em sua casa, Domingo de manhã...

Dia 22

Acabou a folga e a semana também. Cansativa, mas diferente.
E se alguém supra-sumo da vida académica ler isto:
o traje acedémico é um exagero de roupa...

Lucílio Baptista, em entrevista exclusiva à SIC admitiu que errou.
Não vale de grande coisa, mas já tinha as flores em casa, mesmo...

20.3.09

Dia 20

E é já amanhã que vou fazer mais uma viagem ao estádio de Alvalade, desta vez para assistir à derrota do Benfas em directo do ESTÁDIO DO GRANDE SPORTING!

E o SPORTING que leve o penico para casa!
Não é grande coisa, mas sempre é um com que as galinhas vão ficar a arder!

Equinócio!

19.3.09

dia 19

Não sei porquê mas agora no trabalho apenas atendo facturação... contas sempre foi comigo mesmo...
Hoje o dia até que correu bem, se não estivesse tão cansada teria corrido ainda melhor, mas folga agora só amanhã pelas 18h00 (pronto, ok, já faltou mais!!!)

E sábado, que seja: o SPORTING que leve o penico pra casa... não é propriamente uma taça importante, mas pronto... é contra o Benfica e isso bastar-me-á hehe

18.3.09

Dias 16 a 18

Sabem aqueles dias em que não apetece fazer uma ponta do que quer que seja, não pensar nada e dormir, vegetar e anhar tanto tanto que até a baba cai da boca?????????
E juntando isso a uma dor de cabeça que não me larga assim de vez em quando (ok, expressão parva, mas é isso mesmo, é que não sai do mesmo sítio e só vem de vez em quando) e aqueles maravilhosos comprimidos (pub: Ilvico antigripal) que ainda me dão mais sono???
E não folgar desde sábado e só estar de folga sábado????

Pronto, por isso é que não escrevi nada.
E só escrevi isto mais para servir de explicação.
Parva.
Não disse que confere.
Mas é isso.

lol

15.3.09

dia 15

E é nos momentos em que
tudo se coloca como porquês
que as ideias se baralham...


... valendo que aquilo que é agora,
não o será mais logo,
mais tarde...

... e tudo o que foi agora,
hoje,
sabe que será diferente
amanhã.

14.3.09

Dia 14

Death Cab For Cutie - Lightness



There's a tear in the fabric of your favorite dress
And i'm sneaking glances.
Looking for the patterns in static
They start to make sense the longer i'm at it.

Ivory lines lead

Your heart is a river that flows from your chest
Through every organ
Your brain is the dam
And i am the fish who can't reach the core.

Ivory lines lead

Oh, instincts are misleading
You shouldn't think what you're feeling
They don't tell you what you know you should want.

Ivory lines lead

Oh, instincts are misleading
You shouldn't think what you're feeling
They don't tell you want you know you should want.

Ivory lines lead

13.3.09

Dia 13

Por vezes perdemos a certeza de que somos pacientes, que encolhemos os ombros e que não nos faz espécie. No fundo, no fundo, tem importância. Mais ou menos, daquela maneira ou de outra... mas qual quer que seja o modo e qual a importância, aquela nossa pequena parte em querer melhorar o que pode, porventura, estar ao nosso alcance, começa a mexer-se.

Tudo anda, tudo anda... mas tanta gente parada...

12.3.09

dia 11 e 12

Dia 11

Isto no trabalho anda apertado... tudo a querer mostrar trabalho e ainda dizem que tenho voz arrogante, que sou demasiado directa nas minhas respostas e que sou pouco simpática "de vez em quando"... Mas aparentemente está aí o bom tempo. PrimaVera chegou e a folga também! hehe

Dia 12
Estou aborrecida, pura e simplesmente porque há gente que também pura e simplesmente não dá para tentar entender, quanto mais entender de facto...




11.3.09

dia 10



Sporting...
...que desgraça...!

10.3.09

dia 9

Nunca falta tempo para nada.
Tudo e da melhor maneira vem à sua hora.

E não interessa qual o modo,
o porquê de haver sentido ou não.




Para quê querer fazer sentido?











Deixa ser todos os sentidos.

9.3.09

dia 8

Fui ver o Sporting contra o Paços de Ferreira... e devo dizer, tinha já muitas saudades de ver um jogo em Alvalade, recordei como era doida pelo meu clube há uns anos atrás, no 10º ano... Para o ano que vem vou ver mais jogos!!


Debs & Me

(É favor não ligar ao casaco, vermelhíssimo, mas é o que tenho! LOL)

7.3.09

dia 7

Fossem os meus dedos sopros de vento
que te remexem o cabelo...



... e fosse eu
o que existe em todos os momentos
em que tens o cabelo em desalinho.

6.3.09

dia 6

vou ver o Sporting amanhã, contra o Paços de Ferreira.
Debs, vamos ver o GRANDE SCP ganhar! ;)

5.3.09

dia 5

Tudo demora o tempo necessário para que cada momento se torne inesquecível.
Mas quanto mais tempo, melhor, mais intenso e mais fácil de memorizar cada segundo.
E querer que se prolongue...

4.3.09

dia 4

Depois de passar uma semana doente e a trabalhar... finalmente estou de folga!

dia 4

E foi porque a cabeça descansa do dia, as horas passavam e as coisas também. Por falta de hábito e de costumes, vem o silêncio que ecoa mais que as palavras, pelo meu lamento do meu ser cansativo em dizer o que já disse, tudo porque nem tudo o que se perde é por estar longe do que se vê. E se a calmaria vem todos os dias pela mesma hora, dias um após o outro, só o sentido existe por se saber que nada foi criado.

3.3.09

dia 3

Molhou os lábios naquele copo que sabia estar com gotas de veneno. O sabor doce e com sabores que não conhecia deu-lhe vontade em beber mais uns goles. O que fez, parecendo-lhe que, a cada trago que dava, que sabia cada vez mais a um fruto que conhecia. Parecia-lhe morango, pensava. Ou então ia pensando que era mesmo, para se esquecer do veneno que ia entrando. E como que em flashes de cores em voltas, relembrou as noites em que sentada de pernas cruzadas ia lendo livros de banda desenhada, divertida. De vez em quando um vulto no meio da noite. Por entre esses momentos, que reflectia se seriam memórias, ia vendo notas diante dos olhos. Alucinação do veneno, percebeu. Parou e pousou o copo, tal era o peso do corpo. Teve vontade de se despedir mas só teve tempo de olhar pela janela e ver um pássaro preto a picar-lhe, num bico laranja, a janela que, de imediato, mas a custo, a abriu. Um melro, disse. Via tantos todas as manhãs. Fugiam-lhe sempre e hoje queriam fazer-lhe companhia. Sentou-se no chão, para a queda não doer. Sentiu o corpo descair para trás e só ouviu o pássaro preto a assobiar-lhe um adeus.

dia 3

DESCOBERTAS...

- hoje descobri que trabalhar mais que os outros não significa que ganhemos mais do que isso: podemos até ser melhores mas, hoje em dia, o que interessa é a carteira, infelizmente...;

- descobri, isto porque pensei nisso, que acho estranho (e ridículo) que se queira dar de volta, do ponto de vista de materiais, aquilo que nos dão de valor igual ou superior, só porque sim;

- descobri que há alturas em que o corpo deita-se e empurra os pés;

- não que tenha sido propriamente uma descoberta, mas se calhar lá interiorizei de que existem ditados estúpidos, estilo "saber esperar é uma virtude" quando "quem espera, desespera";

- fui à descoberta das minhas primeiras palavras em crioulo;

- descobri que há coisas que vão perdendo importância só porque as deixámos momentaneamente de lado: voltamos lá, tudo mudou e parece que aquilo que está "aqui" está tão longe.




E que tudo aquilo que silenciamos é porque não queremos pensar no assunto.
Digo eu...

2.3.09

dia 2

Já se inventou até hoje muitos "desbloqueadores de conversas", mas... bananas???

dia 2

Mais uma semana de trabalho. Depois de passar os 2 dias de folga a tentar fazer passar esta "gripe" malvada, 3 dias de trabalho, com novidades e reclamações, quer mesmo em termos do trabalho em si, quer a nível interno: faltaram alguns euros nos ordenados de quase toda a gente. Vai haver rectificação, é certo, mas não deveriamos ter de esperar só porque um anormal (não tem outro nome), só porque deixou a empresa para outros (melhor, outras, duas mulheres) decidiu brincar com quem lá trabalha.

1.3.09

dia 1

Para começar, ficam algumas palavras inspiradoras, independentemente da origem do vídeo e das palavras (série Dawson's Creek, temporada 6, último episódio. Neste vídeo, a personagem, Jen, que sofre de doença cardíaca, estando já em fase terminal, faz um vídeo para a sua filha, Amy. A outra personagem, Dawson, o protagonista, filma o vídeo).



"I thought give you a list of the things that I wish for you:
- There's the obvious, family, friends and the life that is full of the unexpected.
- Be sure to make mistakes, make a lot of them, because there's no better way to learn and to grow.
- I want you to spend a lot of time at the ocean, because the ocean forces you to dream and I insist that you'll be a dreamer.
- Doesn't matter if God exist or not, the important thing is for you to believe in something, because that belief will keep you warm at night and I want you to feel safe always.
- And then there's love, I want you to love to the tips of your fingers, and when you find that love, wherever you'll find it, whoever you choose, don't run away from it, but you don't have to chase after it either, you just be patient, it will come to you when you least expect it.

You don't be afraid.
And remember:
To Love Is To Live."

28.2.09

Maratona...

... já a partir de amanhã!

Estando doente e cansada, para além de "chateada" com o trabalho, vamos ver como é que esta maratona vai correr, o mês tem 31 dias e esperemos que muita coisa mude assim, até ao fim do mês, vou andar por aqui!

23.2.09

silence

I promise I will not say a word
until the day that I will try to get next to you.

22.2.09

"eu quero estar lá...

... quando tu tiveres de olhar para trás".

E assim lá estarei, sem saber por quanto tempo ou se realmente assim vai ser.
Mas agora não importa e, com as horas a passarem e o dia a chegar, haverá cada vez menos questões.




Tudo aquilo que um dia saberemos será dado como certo só porque assim o fizemos querer.

13.2.09

momentos

Houve um momento de uma hora em que tudo o resto desapareceu, mesmo sem nenhum de nós estar como ou onde queria estar, mas mais tarde ou mais cedo virá um outro momento de uma outra hora qualquer em que apareceremos.

Tonight we stood still @ one hundred miles from thoughtlessness.

"This is the moment to take you the silence"
(Noiserv, Tokyo Girl - por David Santos)

10.2.09

Mais do Mesmo

O que mais me atingiu foi o ter-me deparado com uma realidade por mim tão pouco aceitável. Nunca fui de um feitio egoísta nem tão pouco fui de me irritar ou de dizer "não quero saber" ou "estou sem paciência". Ainda menos consigo entender esta versão do "só eu" de mim própria, um programa qualquer que se há-de ter programado algures numa altura em que havia aquela emergência de ter de enterrar tudo à bruta por ter de ser. Máquinas não se forçam e assim se estragou. Encarregarem-se de pontapear a torto e a direito deu prejuízo à casa, o que se reflectiu no estado doentio no 3º trimestre do ano passado. Acabou. Acabou e nenhum de nós teve culpa alguma.

Sabes, a partir do momento em que existem pessoas que se relacionam, mantêm-se também relações causa/culpa. Por mínimo que seja, há-de haver sempre alguma causa para alguma coisa e alguém em quem meter as culpas em cima. "E que culpa tenho eu?" - perguntas. Cansei-me, sabes? Principalmente nos últimos tempos, cansada sempre da mesma pergunta e eu nem sequer conseguia encontrar algum sentido nessa tua pergunta já irritante. Cruzei os braços e a boca e achei melhor ficar assim, não sou de explodir. Sabes bem que sou do modo "se não oiço, não me faço ouvir a mim", o que se torna extremamente mais fácil e é por esse motivo, especialmente por esse motivo, que tenho estado precisamente na mesma desde que "não quero saber".

A verdade é que tentei que tudo isto ficasse em 2º plano, mas tu não deixaste. E agora estamos assim. Terá valido a pena teres, na altura, pensado tanto no assunto, e teres continuado a matutar se tudo aquilo que conhecias terá sido verdade? Confesso que prefiro que assim seja, no fundo toda a gente gosta de ter razão, gosto de ter a minha parte de razão e saber que não a tenho só por minha verdade. Tu sabes disso. E será que valeu a pena insistir "Mais do Mesmo" nos últimos tempos? Para quê? Não é assim que pretendo encontrar algumas respostas ou algumas certezas (ou pequenas partes de ambas) do que quer que seja, e a verdade é que sinto que, de momento, ninguém tem tempo para o quer que seja. Não quero ter esse tempo agora. Não quero fazer as coisas dessa maneira, pelo menos agora e tão pouco estou importada nisso. Ainda menos sei qual parte de mim estará a falar a estas horas do final da tarde (ou será já início da noite?).

Não foi para criar "Danação" que o contei. Foi a primeira necessidade que encontrei "lá". A 1a vez que fez sentido "existir". Não desculpa, mas explica.

E com o que reli esta noite entrei em choque, de tudo aquilo que falámos num tempo que já parece ter sido há tanto tempo... já reparaste que nunca poderia ter sido dito ontem, senão não estaríamos como estamos?

Mas tudo o resto, continuo a não querer saber...

afinal aconteceu

E tudo o que me disseste em Setembro acabou por se tornar verdade.
Não sei se será por calcular que o ciclo de que falámos na altura se tenha fechado completamente.
Ou se fechou, o que ficou lá dentro.
Ou o que faz sentir.
E acho que hoje consegues entender que não foram castelos no ar.
Recordo as palavras que trocaram nessa altura, o que hoje me faz pensar que também para ele agora tudo há-de estar mais claro: tu seguiste a tua vida e ele está assim, na sua maneira de ser.
Mas há coisas que ficam por dizer...
Lembras-te do susto que me pregaste há uns meses atrás?
Eu contei-lhe. Eu respeito-te, respeitei a tua vontade de silenciar a situação, mas mesmo para mim foi muito complicado. E quem mais te conhecia tão bem?
Tal como eu, ficou aliviado por não ter corrido pelo pior.
Falavas, nesse mês em inexistências... compara agora o que tinhas na altura com o que tens... até eu própria sinto que há muito menos aí do que antes, o que acaba por me entristecer, pois não quero pensar que a culpa é minha.
E acabo por ficar, talvez, no mesmo caminho em que estiveste, algum tempo antes.
Se pudesse tudo isto não fazer sentido...
Se dizias na altura que ele sabia o que fazer comigo, tal como eu sabia o que não queria, agora vejo que fiquei com um papel que não sei de quem se trata, nem tão pouco conheço a minha própria posição no meio de tudo isto que não sei se fará sentido do outro lado.
Mas tal como tu, nego-o: não fará.
É mais fácil, tens razão.
Deixou de ser um estranho, eu sei.
E não, eu e tu não somos assim tão diferentes.
Prometi na altura que não falaria contigo se não soubesse que estarias bem.
Talvez até estejas, mas como não o sei, não o falo, escrevo-o.

dificilmente vais ter certezas
nada partiu de mim, eu não insisto em nada

tudo o que passei foram castelos no ar
porque deixaste de acreditar?

o evidente é a inexistência
és a única a ver inexistência
não tens o medo de falar que eu tenho
as pessoas não são definitivas
mas são consistentes
é um estranho, se deixar de o ser, não há problema
não somos assim tão diferentes
não irei falar contigo se não souber que estás bem



Há tanto que não concordo e tão pouco que o sei.
Talvez há uns tempos até tenha pensado que me poderias ajudar, mas a partir do momento em que vi, e entendi, que o que conhecias não era assim tão claro, pus essa hipótese do lado. Dá vontade de começar do zero, coisa que tenho feito e que me tem feito sorrir. Mas é noutros momentos, em que tudo está em silêncio e parado, que se nota que tanta coisa não muda.

Agora tudo pára por alguns instantes.

5.2.09

personalidades (Tempo, Eu, O que me chateia)

Intervenientes:
Liliana Bárcia (LB)
Liliana Pinto (LP)
Melancia (M)
Lai (L)
Felismina Jacinto (FJ)

Estava eu sentada na cama, começo numa conversa intra-personalidades:
LB: Convoquei esta reunião para me dar a conhecer uma nova personalidade: Felismina Jacinto.
LP, M, L: Olá!
FJ: Sim, sim olá.
LB: Agora está tudo apresentado e vou fazer a seguinte ordem de trabalhos: em 1º lugar, vamos falar sobre o Tempo, sobre nós e sobre o que vos chateia.
LP: Com certeza, de facto considero que todas as situações deverão ser analisadas, de modo a que se possa verificar se existe alguma incompatibilidade.
M: Boa! =D
Lai: eheheheh
FJ: Tem mesmo de ser?
LB: Claro que sim, Felismina. Vamos começar pelo Tempo. Eu acho que o Tempo é curto, tenho de planear a minha vida e tenho muito que fazer, vários projectos e não tenho muito tempo livre. Melancia?
M: Oh... o Tempo é tão subjectivo... por vezes parece que foge, outras vezes parece que fica imóvel a ver o tempo que faz lá fora, enquanto...
LB: Sim, já percebi. Lai?
L: o Tempo... é fixe, isto porque pode-se fazer mais cenas quando se tem mais Tempo. Tipo, no outro dia estava na net e nem dei conta que já era bué tarde, estão a ver?
LB: Já percebemos. Liliana Pinto, qual a tua opinião em relação ao Tempo?
LP: É muito Tempo. E tenho de o baixar, senão fico a negro e a minha chefe passa-se.
LB: Felism...
FJ: Sim, é a minha vez, epa já repararam que falando do Tempo estamos a perder Tempo? Vamos mas é a despachar isto, sim? E Liliana Bárcia, deixa lá de ser moderadora que é uma perda de Tempo também. Vá, agora nós. Melancia, fala.
M: Eu... eu tenho Saudade, gosto de rir, de dar abraços, rir, saltar e...
FJ: Eu não tenho paciência para isto e está tudo dito da minha parte. Seguinte, Lai.
L: eu curto mesmo é curtir, mandar bocas pro ar, trocar fotos picantes e...
LB: cof cof, passando à frente, eu tenho objectivos a cumprir, tenho muito trabalho pela frente e tenho de causar boa impressão.
LP: Falto eu... eu... sou uma comédia.
FJ: erm... certo... o que me chateia: é pura e simplesmente esta conversa...
LP: quando um cliente indica que eu não sei fazer o meu trabalho e questiona o meu nome depois de o ter dito 2x no início da conversa, mesmo depois de ter tentado ajudá-lo...
Melancia: nada me chateia, mas fico em baixo quando o que sonho não se realiza...
L: quando não consigo abrir o messenger e quando o forum está cheio de spam o.O
LB: Haver tantas oportunidades para artistas que não merecem e outros tão bons não têm o devido apoio que eles próprios merecem, sendo minha vontade fazer com que neste aspecto todo este panorama que se verifica actualmente possa vir a ser alterado, se bem que para isso será necessário mudar toda uma sociedade que...
FJ: Vou mas é já embora... (FJ levanta-se da cama e sai de cena)
M: eu acredito em ti, Liliana Bárcia =)
LP: Vou efectuar um pedido de análise dessa situação.
L: apetecia-me uma mousse de chocolate...

sentidos

As palavras saíram soltas e sem sentido, o que me fez sorrir por perceber que em toda a confusão, tudo aquilo que existe por tão pouco continua a fazer sentido.

2.2.09

disfarce

Gosto do tempo e das palavras que, mesmo quando estão mudas e discretas não deixam de existir e de se agitarem. Brincando os dias vão passando um atrás do outro, devagar mas sem vontade de os apressar, por saber que nada vem no caminho da pressa. Viaja-se pelo tempo e volta-se atrás, prevê-se o que ainda não se vê, sorri-se com os momentos mais presentes, depois volta-se a horas atrás, pensa-se em dormir um pouco para se poder voltar um pouco mais tarde.

E depois fala-se de coisas menos importantes, mas todas essas coisas servem para disfarçar.



Só quero estar aí.